O engenheiro paquistanês Agha Waqar Ahmed
anunciou uma descoberta que pode ser a solução para a crise de energia de seu
país. De acordo com jornais locais, Ahmed teria dirigido um carro movido a água
no final de julho, na frente de uma plateia composta por membros do governo
paquistanês, cientistas e jornalistas na capital do país, Islamabad.
Segundo Ahmed, o segredo de sua
descoberta estaria no processo da eletrólise, no qual uma corrente da bateria
passa por meio da água destilada, separando o hidrogênio e o oxigênio presentes
na estrutura molecular da água. A partir daí, o motor poderia utilizar o
hidrogênio resultante da quebra para alimentar o carro.
O anúncio, no entanto, não convenceu
autoridades científicas do país. De acordo com Khurshid Hasanain, chefe do
departamento de Física da universidade de Quaid-i-Azam, em Islamabad, a
descrição do processo inventado por Ahmed não faz sentido. De acordo com as
leis da termodinâmica, queimar o hidrogênio resultante da eletrólise não pode
gerar mais energia do que a necessária para realizar o processo de quebra das
moléculas de água.
Fonte: Time
Você só vai
precisar de uma torneira para abastecer esse posssante
Flex mesmo é este aí. É só colocar 45
litros de água que ele roda tanto quanto um carro comum com 40 litros de
gasolina no tanque. E sem emitir poluentes. Na verdade, trata-se de um carro a
hidrogênio – coisa que já existe há décadas. Só que este é o primeiro capaz de
tirar esse combustível direto das moléculas de H2O. Ninguém tinha feito isso
antes porque separar o H (hidrogênio) do O (oxigênio) é uma tarefa dura.
Gasta-se mais energia para romper esse casamento atômico do que se ganha depois
queimando o hidrogênio. Então nunca valeu a pena. Mas agora um grupo de
engenheiros mecânicos da Universidade de Minnesota (EUA) descobriu um jeito de
fazer isso praticamente sem gastar energia. O segredo é pôr a água para reagir
com um elemento químico chamado boro dentro do carro. Esse mineral tem o poder
de quebrar o H2O, liberando hidrogênio puro a partir da água que você põe no
tanque. O boro até que se desgasta rápido. “Mas pode ser reciclado infinitas
vezes e voltar para o carro”, diz Tareq Abu-Hamed, líder do grupo que
desenvolve o projeto. Esse sistema ainda está em testes. Mas já tem gente se
preparando para ele. O governo da Turquia, por exemplo. O país é dono de 64%
das reservas mundiais de boro e, quando soube dessa tecnologia, avisou que não
vai mais privatizar suas minas.




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